segunda-feira, 11 de maio de 2009

Capítulo 1 – Parte 6 – O país mais perigoso do mundo


A investigação sobre o atentado do 11 de setembro confirmou que Mohamed Atta, o suposto líder dos terroristas, havia recebido às vésperas do atentado a quantia de US$100.000,00 (cem mil dólares) de Omar Saeed Sheik, um agente da ISI - o serviço secreto paquistanês - a mando de seu diretor o General Mahmud Ahmed.

É claro que esta informação é bombástica. Seguir a pista de Omar Sheik poderia ser um caminho para desvendar quais foram os mandantes do atentado. O que o governo dos EUA fez com essa informação?

A resposta de Thomas Kean, Presidente da Comissão para o inquérito do 11 de setembro:


Segundo Kean e o relatório oficial, o assunto de quem financiou os ataques é de pouca relevância prática. Isso mesmo. Para eles, não valeria à pena ir a fundo sobre as relações do governo do Paquistão no financiamento do ataque terrorista.

Estas informações indicam que existe um Estado diretamente envolvido no atentado de 11 de setembro. Por que ninguém seguiu a pista???

Será por que a pista iria se tornar uma trilha de volta para casa?

O chefe de Omar Sheik no serviço secreto paquistanês, o General Mahmud Ahmed, estava em reunião com o Senador Bob Graham e Porter Goss na própria manhã do atentado. Surreal?

Graham e Goss serão, futuramente, as vice-lideranças da investigação sobre o 11 de setembro. O relatório final praticamente não citou a relação do governo paquistanês com a Al-Qaeda e os ataques.

Isso não é teoria da conspiração. Isso é fato.

A relação da CIA com a ISI é antiga. A CIA financiava, através do ISI, os mujahedins, o Taleban e os campos de treinamento terrorista da Al-Qaeda. Uma investigação sobre o ISI e toda sua notória experiência da logística financeira do terrorismo possivelmente voltaria para o modus operandi que a agência de inteligência construiu com a CIA e para os reais mandantes do atentado de 11 de setembro.

Toda esta história é explicada em detalhes por Paul Thompson: a relação da CIA com o ISI, os mujahedins, os talebans e a Al-Qaeda. A palestra é para aqueles que se acham bem informados sobre política internacional. A qualidade do vídeo é ruim mas a palestra é muito boa.




Extras:

A problemática completa




Segundo Benazir Bhutto, Bin Laden foi morto por Omar (Saeed) Sheik. Confira o final da palestra de Paul Thompson acima para verificar as ligações entre Saeed Sheik, Bin Laden, o ISI e a CIA. Ou seja, a possibilidade de Sheik ter matado Bin Laden é verossímil.



O assassinato de Benazir Butto por Pervez Musharraf, aliado dos EUA.

sábado, 25 de abril de 2009

Capítulo 1 - Parte 5 - (complemento) - Bin Laden é inocentado

Segundo o júri do programa de TV abaixo, Bin Laden é inocente quanto ao ataque terrorista de 11 de setembro



O vídeo comentado no programa é aquele que foi usado pelo governo dos EUA como evidência do envolvimento de Bin Laden nos ataques (analisado abaixo). O programa acima também comenta que forçaram a barra na tradução.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Capítulo 1 - Parte 5 - A face do terror



E o Bin Laden? Ele apareceu nas telas da TV como um inimigo de história em quadrinhos. Um fanático muçulmano que comanda uma organização terrorista internacional das cavernas do Afeganistão. Que piada!

Quer saber o que o Bush acha do Bin Laden?


O video acima mostra que o governo dos EUA enganou o mundo inteiro.

Para Bush, não importa onde Bin Laden esteja escondido, se está vivo ou morto. A mentira já cumpriu a sua função estratégica.

Osama bin Laden foi um ‘asset’ (recurso) da CIA, ou seja, um ‘mercenário’ a serviço do governo norte-americano durante a ocupação soviética do Afeganistão. Na CIA, Osama bin Laden era conhecido como Tim Osman. A CIA usava combatentes da causa muçulmana contra os soviéticos e fornecia treinamento militar e armas, financiados pelos imposto do cidadão comum norte-americano.

Isso significa que o que os EUA chamam hoje de terrorismo, já lhe serviu de estratégia de guerra. Bin Laden, afinal, foi 'made in USA'.



O moço apoiando a causa muçulmana do video acima é Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de segurança nacional do presidente Carter e atual conselheiro do presidente Barack Obama. O vídeo diz tudo: os EUA apoiavam os mujahedins sem que o povo americano soubesse. Obviamente eles também estavam manipulando a milícia afegã com esse discurso furado.




Assista abaixo o excelente documentário "Fabled Enemies". Nele você vai descobrir
  • Bin Laden foi considerado culpado do atentado apenas horas depois do ataque ter ocorrido - seu nome estava na manga
  • Os supostos terroristas tiveram sua entrada facilitada nos EUA através de vistos especiais
  • Muitos "terroristas" treinaram em bases militares americanas. Uns, inclusive, citando as bases como seu endereço residencial
  • Como foram montados os exercícios de guerra que confundiram as equipes de defesa e apoio norte-americanas
  • Legislação anti-terrorista assinada às vésperas do atentado



Eu me lembro da seguinte história: o Osama bin Laden havia publicado uma mensagem dias após o atentado. Seria um pronunciamento muito importante, por ser o primeiro dele após os atentados. A mensagem não foi divulgada na imprensa por poder conter um código que acionaria novos atentados. Na verdade foi a primeira entrevista de bin Laden depois de 11 de setembro.

Se eu fosse você, a leria na íntegra.

Osama bin Laden em entrevista publicada pelo jornal paquistanês "Ummat", em 28 de setembro de 2001, se referindo aos ataques do dia 11:
"Já disse que não estou envolvido nos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos. Como um muçulmano, eu faço o melhor possível para evitar dizer uma mentira. Eu não tinha conhecimento desses ataques, nem posso considerar a morte de mulheres, crianças e outros seres humanos inocentes como um ato apreciável. O Islã proíbe rigorosamente prejudicar mulheres, crianças e outras pessoas inocentes. Tal prática é proibida mesmo no decurso de uma batalha."

Se a visão dele de Islã condiz ou não com a prática comum entre muçulmanos é outra história. O fato é que, considerando a entrevista acima verídica, bin Laden não tinha conhecimento dos ataques.

Verificar a autenticidade da entrevista seria fácil, perto das dificuldades envolvidas em todas as ocupações militares dos EUA e outros países fizeram sob o pretexto dos ataques terroristas.

Continuando a entrevista, Bin Laden lança:
"Isso não mostra que existe um governo dentro do governo dos Estados Unidos? A este governo secreto deve-se perguntar quem comandou os ataques."


Extras

Prova que Osama bin Laden ainda está vivo